quarta-feira, 16 de abril de 2014

Jogos bons para S-Nes : BlackThorne


Por mais que os games se modernizem (e diminuam de tamanho) nenhum deles consegue superar o todo bom e respeitoso Super Nintendo, quem viveu sua magnífica era sabe o que estou dizendo. Entre seus últimos clássicos lançados na época em que gráficos bons e divertida jogabilidade conseguiam não nos deixar desejosos por efeitos tridimensionais, ao lado de hits como a série Donkey Kong marcava presença Blackthorne, da Blizzard, bem menos conhecido, mas tão bom quanto. Blackthorne era uma espécie de Rambo que figurava um jogo side scrolling de atmosfera sombria num cenário apocalíptico, com criaturas horripilantes espalhadas em um labirinto que reunia, entre outras coisas, reféns, passagens secretas e itens necessários para se completar a missão, bem ao estilo RPG. Apesar de não haver outras mídias além dos jogos eletrônicos (também foi lançado para GameBoy Advance, computador e Sega 32X) a mitologia em torno de Blackthorne é uma história longa e elaborada, tipo um filme mesmo, e se na própria embalagem do game continha informações que o engrandecia pela sua aproximação ao universo cinematográfico, as próprias cenas narrativas entre a apresentação, um estágio e outro até o final, recurso já utilizado em jogos significantes como Ninja Gaiden, é uma primorosa composição, seja a própria história, o gráfico ou a trilha sonora, enfim, tudo que contribua para a sensação de estarmos vivenciando uma dramaturgia digna de Oscar, incluindo a própria jogatina e a direção de arte do jogo, deixa Altered Best no chinelo. O primeiro nome do  personagem Blackthorne é Kyle, e a história de fato renderia um bom romance, misturando elementos ficcionais de mitologias tipicas de histórias da terra média com temáticas futuristas, fazendo lembrar filmes como Krull, Conan - o Bárbaro, Mad Max e animações como He-Man, para quem se interessar em conhece-la é só visitar a Wikipedia do game clicando aqui.

E quanto ao jogo? Para alguns gamers que costumam pular as telas de narração, a jogabilidade é o mais importante, e nisso Blackthorne também não decepciona. Kyle não é o personagem mais veloz dos games, mas pode correr sempre que necessário e pular de uma plataforma à outra em um grande salto, se pendurando com maestria escalando assim obstáculos, o que faz o jogo ficar bem parecido com Prince of Pérsia, além de rolar pelo chão e até atirar de costas. A munição de sua artilharia é ilimitada e volta e meia é possível adquirir explosivos como granadas e bombas teleguiadas cujo player pode ajustá-la onde desejar, a detonando com o toque de um botão. A consequência  em algumas vezes é desastrosa até para o próprio Kyle. Entre os itens especiais se encontra um levitador de visual belíssimo e poções de efeitos vitalizadores oferecidas por rebeldes prisioneiros escravizados na terra de Thalos, e falando nisso Kyle pode encontrar um monte deles acorrentados em cada parte, sendo possível até eliminá-los, mesmo quando os coitados fazem favor de auxiliá-lo em sua missão, mas aí você passa de herói para inescrupuloso, a nãos ser que seja do tipo pessimista que acredita que a morte é a melhor cura para o sofrimento. Mas nem todos os rebelados contra o domínio e tirania de Sarlac, o imperador do mal, são cordeirinhos indefesos. Alguns, como o próprio Kyle, saem de pistola em punho à caça de orcs armados, embora alguns humanos covardes traiam sua raça e unam forças ao império de Sarlac, mas não se eximem de encarar nosso protagonista badass. Em ritmo humano e realista esse Rambo Sci-Fi troca chumbo com os inimigos em um sistema de combate singular, ficando fora da reta distanciando-se para trás cada vez que uma saraivada de balas tenta atingi-lo, retomando sua posição na sua vez de contra atacar, aproveitando o espaço de tempo em que deixa de ser a caça para se tornar caçador. Mas alguns orcs não se deixam abater com poucas balas e a operação precisa ser repetida, e às vezes os minutos decorridos podem incomodar e atrapalhar pela afobação. Só avisando, os orcs costumam rir da sua cara quando conseguem atingi-lo, aproveite para faze-los engolir seu escárnio. Você vai encontrar também monstros que irão prová-lo que tamanho só serve para assustar, que usam chicotes em vez de armas de fogo, a maioria de visual caprichado, e Sarlac, embora não sendo o último chefe mais difícil do mundo, é um puta pé no saco. Tudo que é arma que você possa imaginar ele tem. Quem sabe agora, que os consoles tornarem-se emuladores e os passwords deram lugar aos eficientes saves, a experiência de detoná-lo de repente não parece mais tão trabalhosa. Só que não se pode atentar apenas aos inimigos quando tratamos de um jogo tão complicado. Os estágios, os perigos, os labirintos em que nosso herói se mete não é para se atravessar num piscar de olhos. Os belos cenários guardam mil e uma armadilhas, tem vezes que você simplesmente se perde numa fase a ponto de querer desistir, mas a experiência sensorial pela qual você é contagiado fazendo-o se sentir imerso em um filme distópico como um protagonista-chave para a salvação da humanidade não deixa. Algumas nuances o aproximam de Street Fighter 2010 para Nintendinho (lembra desse, retrogamer?), pena que lançado numa época em que os jogos de CD estavam em vias de se tornar a mídia definitiva, tornando-se assim um dos últimos lançamentos de S-Nes.















Simplesmente não consigo encontrar defeito neste jogo. As únicas coisas que não deixo passar em branco, a nível de curiosidade e não de crítica, é quando Kyle toma impulso para saltar sobre uma mina rastejante de médio porte quando poderia simplesmente passar por cima, o fato de não poder esmurrar seus inimigos, sendo por completo dependente de sua artilharia e a ausência de banhos de sangue que um game do gênero poderia permitir, mas no geral já é um jogo bastante violento, inclusive o cartucho teve uma ou outra coisa censurada, mas nada disso influencia a admiração que tenho por esse incrível jogo, por mais que a mitologia acerca de sua história se sustente por um único volume apenas. Talvez seja esse mesmo seu grande mérito.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Frozen - Crítica



Duas novas personagens chegam para engordar o império Disney Princesas, em um território onde pouco antes era dominado quase exclusivamente por personagens masculinos. A Pixar costumava segmentar seus produtos para o público de garotos até o surgimento de Enrolados (2011, Byron Howard e Nathan Greno) e Valente (2012, Mark Andrews e Brenda Chapman), onde as princesas outrora indefesas e à espera do príncipe encantado ganham novo fôlego para se tornarem figuras ativas e quase independentes. É mais ou menos assim que funciona com Anna, sujeita a protagonista da trama glacial Disney/ Pixar dirigida por Jennifer Lee, roteirista de Detona Ralph (2012), curiosamente a primeira mulher a dirigir uma animação Disney, juntamente com Chris Buck, diretor e roteirista de clássicos como Tarzan e Pocahontas, moça animada e desastrada que sofre com o ingrato distanciamento de Elsa, sua irmã mais velha, que mais tarde se tornaria a Rainha da Neve do reino de Arendelle, e afeita a encontrar seu príncipe encantado, nem que fosse o primeiro que aparecesse. Moldado aos gostos femininos, o filme é belíssimo visualmente e repleto de mensagens atuais, não cabendo mais a superficialidade dos filmes Disney de antigamente. Mas os tradicionais ingredientes que não podem jamais envelhecer estão ali presentes, o príncipe (que de príncipe não tem nada), dessa vez bem menos infalível, marca território para arrebatar o coração de Anna, o rústico morador das montanhas Kristoff, rapaz simpático que recolhe gelo e vende para a região, sempre acompanhado de sua mascote Sven, uma rena que ele consegue compreender muito bem, além de companheira de aventuras com quem sempre está disposto a dividir umas cenouras, os vilões, que mais uma vez quebrando paradigmas o longa mostra que nem tudo é o que parece ser, e tipos curiosos e divertidos como os trolls, amiguinhos de pedra conselheiros de Kristoff, que pouco se sabe de suas origens e sua consequente forte ligação com o personagem, o que pode tornar suas participações deficientes, mas nada que ofenda a integridade da narrativa de um bom filme infantil. Mais importante que Anna talvez seja mesmo Elsa, a responsável pela história que o filme tem a oferecer, já que por causa dela o reino de Arendelle se tornou um maciço território glacial, e nem por isso ela é pior que as bruxas malvadas ou as madrastas, pois tudo tem uma explicação mais simples do que pode parecer. Mesmo assim, ela é a responsável por inconvenientes e criaturas maléficas como seu guarda-costas Marshmallow, um boneco de neve colossal que dá muito trabalho para Anna e seus novos amigos, enquanto ela só queria trazer sua irmã de volta ao seu lado e ao reinado de sua terra natal, mas a maior obra de Elsa sem dúvida, ao menos para mim, foi o simpaticíssimo boneco de neve Olaf, candidato ao melhor alívio cômico do filme, e bem elaborado também, inclusive, por se tratar de um filme musical como um genuíno filme Disney, protagoniza sua própria canção, No Verão, quando o boneco que sempre gostou de abraços quentinhos fantasia encantado com o dia em que vivenciará seu primeiro verão, que compensa nossos ouvidos por ouvirmos ad nauseam a irritante Por Uma Vez na Eternidade. Para quem assistir ao filme esperando ver o bonequinho em ação deve estar preparado para enfrentar uma decepção, o autômato está longe de ser um dos principais, ao contrário do que o merchandising do filme poderia sugerir, e justamente essa é uma das principais reclamações do longa. Bom, talvez ele fosse se o filme, mais uma vez, fosse pensado no público masculino. Ainda assim acho que ele merecia mais espaço, pois rouba mais atenção do que as duas princesas principais, o comparo assim com os Minions da franquia Meu Malvado Favorito, quem sabe no próximo Frozen Olaf tenha uma participação maior.
Apesar de tudo, Frozen não tem aquele romance rasgado, fica até mesmo devendo o tão clichezado beijo que salvará a princesa de uma terrível danação. Há a substituição do velho pelo novo, pelo que é mais importante, e valoriza, além do amor entre namorados, o amor entre os entes queridos. Sem contar a lição que fica, não devemos confiar em quem pouco conhecemos e precisamos ouvir os mais velhos, embora princesas anteriores tenham feito fama fazendo o contrário, mas enfim, os tempos são outros.

É Hora de Viajar


Para abrir o longa nada melhor do que assistirmos um especial curta do Mickey e sua turma como bônus. É Hora de Viajar cumpre a missão de comemorar os 85 anos do camundongo mais famoso do mundo. Dirigido por Lauren MacMullan (olha outra mulher dirigindo animação Disney) combina a velha animação quadro a quadro, com os personagens ainda em seus primórdios em traços originais, com efeitos contemporâneos 3D, sendo que na versão original o espectador é agraciado com a voz do próprio Walt Disney. Apesar de bem curtinho, é de fazer emocionar qualquer fan do universo Disney.

segunda-feira, 24 de março de 2014

As 10 Escolas Que Nos Fariam Ter Vontade De Estudar




Uma opinião entre os jovens é unânime, estudar é um saco, seja para quem ainda está no colegial como para quem já está na universidade. Mas a verdade é que não é bem assim, pelo menos no mundo da ficção. Vamos lembrar das escolas que infelizmente não existem na vida real, mas que nos faz acreditar que estudar poderia sim ser bem divertido.


1 - Universidade Monstro: Mais de dez anos depois do lançamento de Monstros S. A, animação que não ficou devendo nada à então rival Shreck, que por um acaso foi bem mais prestigiada, é lançado nos cinemas Universidade Monstro, não se tratando de uma sequencia e sim da origem dos simpáticos monstrinhos Mike Wazowski e James P. Sullivan, quando se conheceram ainda adolescentes na universidade que formava monstros assustadores para produção de energia elétrica para abastecimento da cidade. Nunca antes conhecemos uma universidade com tipos tão esquisitos. E no final, ficamos com a lição de que nada adianta se desesperar, pois para tudo existe um plano B.



2 - Hogwarts: Provavelmente a escola mais encantadora do mundo da ficção, fez muitas crianças e adolescentes desejarem ser bruxos, embora a instituição não tivesse sala de informática e obrigar o uso de folhas de pergaminho em vez de práticos cadernos e a escrever com pena e nanquim quando se podia usar uma caneta, sem contar que tinha livro que podia  morder você. Mas quer coisa melhor do que aprender feitiços, poções, aparatação, transfiguração, voo, trato das criaturas mágicas e a arriscada disciplina Defesa Contra As Artes das Trevas? E o melhor, sem ter que estudar disciplinas chatas como matemática, física, química, geografia e outras coisas. E se formando ainda conseguir um emprego bom como auror. Isso que é demais!



3 - Academia Ninja do Naruto: Embora na vida real exista academia de ninjútsu, igual a do Naruto, que ensina como dominar o chakra, produzir seus próprios clones, se transformar em outras pessoas e técnicas como Taijutsu e Genjutsu, só mesmo no mangá e anime. Dirigida pelo Hokage Saturobi, a academia treina jovens até estarem aptos a serem avaliados por um ninja de grande porte, denominado por Sensei-Jônim. Qual garoto não gostaria de estar no lugar do Naruto, só de pensar que não precisa ser um crânio para se graduar? E Naruto mais tarde teve sua chance de provar ser um ninja competente executando sua primeira missão ao lado de seus colegas e de Kakashi Sensei, ao proteger um temerário construtor de pontes.


4 - St Trinian´s: Pouco conhecido por aqui, Ronald Searle foi um cartunista britânico, falecido no finalzinho de 2011. Fez diversos trabalhos, inclusive desenhando para a Disney, mas sua obra mais famosa é St. Trinian´s, tirinha criada em 1941 sobre um internato feminino composto por garotas góticas e desequilibradas. Recheada de humor negro, críticas sociais e politicamente incorreto, a criação de Ronald Searle virou filme em 1954, aumentando a popularidade das capetinhas que estaria longe de terminar. Atualmente foram produzidos dois filmes, conhecidos por aqui como Escola para Garotas Bonitas e Piradas, com uma linguagem atual, onde podemos ver sem firulas uma escola feminina onde as alunas bebem e fumam e os professores ensinam a roubar.


5 - Soul Eater: Mais um mangá bacana que originou um anime, Soul Eater é um clássico moderno. O pano de fundo da história é a escola Shibusen (AMAAN) que treina os artesões a controlarem suas armas para a caça aos ovos de Kishins, terríveis criaturas que devoram as almas dos humanos para se fortalecerem, temendo, sobretudo, o ressurgimento do pior Kishin que se teve notícia, Asura, além da preocupação com as bruxas danadas que atazanam o mundo. O curioso é que a escola não fica no Japão, e sim nos EUA. Mesmo assim, quer uma escola mais interessante que uma que leciona práticas divertidas como caçar ovos de Kishins e controlar armas/aliados, cujo diretor  é o simpático Shinigami-Sama, a morte em pessoa?


6 - Instituto Xavier para Jovens Superdotados: Sem dúvida a escola mais importante do universo dos
super heróis, foi lá que os mutantes Ciclope, Jean Grey, Fera, Homem de Gelo e Anjo ´´se formaram``, e mais tarde Tempestade, Wolverine, Colossus, Vampira e Gambit, entre tantos outros, também pisariam por lá. Sem o professor Xavier e sua iniciativa de transformar sua mansão numa academia de treinamento para aperfeiçoamento de seus poderes, doutrinando a harmonia entre as espécies entre outras matérias importantes, nossos mutantes preferidos ficariam sem pai nem mãe. Além de formar grandes heróis, o instituto nos passa a lição de que não é necessário ser ´´normalzinho`` para ser uma pessoa do bem. E que o preconceito é uma droga.

7- Universidade Oxford: Em A Bússola de Ouro, a Universidade Oxford é um ambiente nefasto,
contaminado por poeira infectocontagiosa que, entre outros males, é responsável por transformar a historinha no conto literário ´´mais herege dos últimos tempos``. Mas não é uma verdade completa. Veja bem, uma universidade onde cada aluno pode ter seu bichinho de estimação que os acompanhe nas tarefas, tal como um Digimon, mas no caso são os Dimons, se tornaria o sonho de nove em cada dez estudantes do primário, faixa etária da Lyra Belacqua, que apesar de toda problemática é feliz com seu Pantalaimon, seu mascote fofinho. Além de tudo, a escola conta com a gatíssima personagem de Nicole Kidman embelezando o filme, pouco importando seu papel na história.

8 - Escola Mundial: Essa fez parte da infância de muita gente, seja  na versão que for, é aquela novelinha que permanece atual em qualquer época que for exibida. Só não consigo entender porque o nome do colégio não é Carrossel, como o título sugere, mas é apenas um detalhe. Apesar da diretora chata, as crianças podem contar com a a sempre carismática e preparada para tudo professora Helena, aquele doce encanto que faz até os marmanjos babarem, e o boa praça inspetor Firmino. Cada vez que assistimos podemos sentir um gostinho especial da infância, nos fazendo desejar ser criança novamente.

9- Escola da Galáxia: Team Galaxy é um desenho bacana, só que pouco discutido. Apesar de parecer um anime, é um desenho francês, produzido pelo estúdio Marathon Production, o mesmo de Três Espiãs Demais, estúdio que produz animes genéricos tal como Avatar, por exemplo. Se passando no ano de 2050, Team Galaxy é uma equipe que conta com três jovens estudantes da Escola da Galáxia, uma escola espacial seletiva que ensina como se fazer justiça numa galáxia já sem mistério e onde tudo pode acontecer, a protegendo de todas as ameaças possíveis, oferecendo missões perigosas cuja sobrevivência depende do quão se é levado a sério o trabalho em equipe. Um dos protagonistas, Josh, é filho do diretor Kirkpatrick, mas nem por isso ele ganha refresco, o paizão é daqueles diretores caxias que quer ver tudo funcionando na mais perfeita harmonia, inclusive vive de cabelo em pé por causa do filho rebelde e indisciplinado. Na escola os alunos também costumam ter seus mascotes companheiros de aventuras, o da equipe principal é o Fluffy, um cão robótico muito fofo. Estudar numa escola assim, mesmo que em 2050 já estejamos acostumados com muita coisa diferente, deve ser divertido pacas.


10 - Monster High: Não podia ficar de fora uma escola baseada em uma linha de brinquedos de meninas da Mattel, que geralmente fabricam diversos estabelecimentos e lugares, e como eu não queria citar nada do tipo Escola de Princesas da Barbie (Aff) decidi comentar sobre esta que seria a linha das Barbies obscuras. As bonecas ´´Barbies alternativas``, que de alternativas hoje não tem mais nada, pois viraram modinha há tempos, devido a seu sucesso agora são personagens multiplataformas, como em animação, jogos de videogame, acessórios e utilitários, e muito em breve aparecerão no cinema. Trata-se de adolescentes monstruosas, porém belas e formosas, que pegam emprestado características de criaturas de ficção científica e do terror da literatura e das lendas populares, que estudam no ensino médio de uma escola com seres iguais a elas. A diretora, por exemplo, tem a cabeça separada do resto do corpo, podendo tirá-la e colocá-la quando bem entender, e tem um cavalo igualmente medonho chamado Pesadelo. Na escola se leciona matérias bizarras como Saúde do Lar, com uma tia meio nutricionista nojenta, aula de teatro nada convencional, ciência maluca, e uma ou outra mais normalzinha, mas sempre com professores macabros. É o tipo de colégio onde qualquer freak pode se sentir em casa.

Pensei em citar a escola da Sociedade dos Poetas Mortos, mas por ser um Top 10 não podia me estender, mas eu sei que existe muita escola legal por aí bem melhor que a sua. Ao menos numa realidade virtual.


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Once Upon a Time a Zentai



Olá meus queridos leitores. Dia 28 agora completarei 31 anos, e para homenagear a mim mesmo fiz esse vídeo cheio de referência às minhas origens e coisas que gosto, mas de repente pode ser que tudo só faça sentido a mim mesmo. De qualquer maneira convido todos vocês a assistirem, creio que ficou legal. Sem querer pedir muito, não esqueçam de favoritar e se inscrever no canal. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dragon Ball Z : A Batalha dos Deuses

Texto publicado na revista Mais Mulher de Votuporanga - SP

Akira Toriyama cumpriu sua promessa



A até então mais recente incursão da saga do mangaká Akira Toriyama aos cinemas, Dragonball Evolutions ( 2009, James Wong ) deixou muitos fans de cabelo em pé ao mexerem livremente na mitologia da série, incomodando inclusive seu criador, que não obstante decidiu que aquela não seria de forma alguma a versão cinematográfica final. Disposto a limpar a imagem de sua saga, Toriyama convenceu-se a lançar A Batalha dos Deuses, que não se trata de uma adaptação live-action e sim um novo longa Dragon Ball ressuscitando os personagens. A série possui mais de dez longas de animação, mas após 24 anos do término do anime, a nova aventura foi muito bem recebida por aqueles que sentiam falta de Goku e sua turma. Roteirizado e dirigido por Yusuke Watanabe juntamente com Masahiro Hosada, foi com alívio que recebemos a notícia que o próprio Toriyama produziria e acompanharia o projeto do início ao fim, mas não tinha o que dar errado, a Toei Animation produziu um mimo caprichado para fans eruditos e para a garotada otaku de hoje em dia que, afinal, seria difícil conseguir entrar na onda dos animes atuais sem passar por Dragon Ball. Foi representante da categoria longa de animação merecidamente no Festival de Cinema do Rio e São Paulo 2013.

Surge um Novo e Poderoso vilão

Cada temporada de Dragon Ball é marcada pelo surgimento de um inimigo bem mais poderoso que o anterior, e claro que em A Batalha dos Deuses não poderia ser diferente. A pergunta que fica é; existiria um inimigo mais poderoso que Majin Boo? A resposta é sim, e esse inimigo é nada menos que o deus da destruição Bills, uma espécie de gato humanoide rosado, que desperta de um sono de muitos anos no qual sonhava estar em um ferrenho combate com um deus Super Sayajin. Após saber que Freeza, o guerreiro mais poderoso que conhecera fora derrotado, decide desafiar seu vencedor para pôr em prova seu poder, acreditando ser esse o deus Super Sayajin de seu sonho, Son Goku. Acompanhado por outro personagem interessante do longa, seu fiel escudeiro Wiss, que mais tarde é revelado ser bem mais que isso ( e não é o que você possa estar pensando )se infiltra na festa de aniversário da Bulma, palco principal das atrações espevitadas da história, ficando cara a cara com Vegeta, que faz de tudo para distrair seus caprichos de revelar ser quem realmente é e destruir o mundo caso não tenha seu desejo atendido, gerando muita confusão, momentos cômicos e descobertas gastronômicas de abrir o apetite. O humor, aliás, é um dos principais ingredientes, sempre presente na série nas formas mais bizarras possíveis, só que dessa vez consegue superar até mesmo a premissa das cenas de combate, o que, quem sabe, pode ter sido uma boa opção; a dramaticidade das lutas e a violência dos golpes hoje não chocariam mais ninguém e tudo não passaria de uma tendência apelativa e infantilóide. Mesmo com poucos novos personagens, com exceção de alguns, marcam presença personagens importantes de toda série, lembraram até do primeiro inimigo oficial de Goku, o Imperador Pilaf e seus comparsas, Mai e Shu, numa versão rejuvenescida, mas ainda às voltas em planos mirabolantes para reunir as Esferas do Dragão. Para deleite dos fans antigos, os sayajins se unem mais uma vez para a derrota de um grande inimigo em comum, mas uma peça fundamental para a solução do problema precisa ser encontrada, sendo depois descoberta de maneira sentimental.



A Batalha dos Deuses é o longa de animação que Dragon Ball merece, mesmo o tempo de projeção não sendo muito longo. Os fans se mantêm apegados a tudo que é material relacionado a mais famosa obra de Toriyama e aqui o autor faz questão de respeitá-los tal como faz questão de lamber a cria, em homenagens aos personagens que passaram pela saga, situações clássicas e fidelidade quanto às suas caracterizações. Além disso, as cenas de combate não deixam a desejar apesar de não serem mais aquele enojado derramamento de sangue. E uma novidade nos é apresentada, as cenas em computação gráfica alternando em determinados momentos com animação tradicional, o que não faz muita diferença, mas não deixa de ser uma preocupação com o que oferecer de diferente. Para os fans antigos é uma excelente película que veio para matar saudade, deixando um gostinho de quero mais. Provavelmente irá fazer aqueles que não acompanharam as aventuras pela busca das 7 Esferas por Goku e Cia correr atrás dos episódios. Ao que tudo indica, infelizmente talvez seja essa a concepção ideal de Toriyama de uma versão cinematográfica final para sua obra. Ao menos ele saiu satisfeito. E nós também.

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Goggle V - O Terceiro Maior Sentai Antes Da Maldição Power Rangers



O seriado Gigantes Guerreiros Goggle V ( como ficou conhecido por aqui ) não chegou a fazer estardalhaço em terras brasileiras, e isso se deu por vários motivos. A começar por ser inicialmente exibido na Bandeirantes quando na época a emissora que investia a fundo em seriados do gênero era a saudosa Rede Manchete ( que deus a tenha ) e levou um pouquinho de tempo para a molecada, seu público alvo, saber que a programação noturna da band, invejando a concorrente, passava a exibir tokus inéditos, como Goggle V, Machineman, o formidável Metalder - O Homem Máquina e o que fugia da linha dos seriados propostos, mas que carregava grande semelhança, Capitão Power e Os Soldados do Futuro. Dos citados, Goggle V era único representante do estilo Super Sentai, o terceiro a passar em nosso país, porém o seriado foi produzido anos antes do primeiro a estrear no Brasil, o Esquadrão Relâmpago Changeman, gerando um pouquinho de confusão num período em que não existia Internet, mas a garotada da época não se atentava a esses detalhes. No entanto o seriado era, se não o mais infantil, o mais escrachado que veríamos até então. Debochado, bizarro e cômico, era do tipo em que os monstros de borracha eram verdadeiros comediantes, marretas de plástico, fitas de cetim, bolas com espinho, bambolês e malabares eram usados como armas, crianças competiam popularidade com os adultos, monstros e mechas se entendiam perfeitamente sem uma única aula teórica de direção, e mais uma pá de clichês malucos que são até permitidos em produções do gênero. Além disso, por ser uma produção bem antiga ( período compreendido entre o início de 1982 e o início de 83 ) os efeitos especiais ainda capengavam, mesmo eu achando que a edição era caprichada, com exceção da trilha sonora, que não sei o que acontece, mas aquela musiquinha de fundo característica da série pulando entre uma trilha e outra é irritante pra caramba. Quem já tinha assistido aos Changeman e Flashman com certeza estranhavam tal mudança de qualidade. Mas se o seriado teve desempenho mediano em nosso país, o contrário aconteceu em seu país de origem. Goggle V foi um dos sentais de maior sucesso no Japão, ao contrário do que aconteceu com o Jaspion, por exemplo, sucesso estrondoso em nossa terra e audiência pouco satisfatória no terra do sol nascente. De qualquer maneira o seriado era divertido e cumpriu a tarefa de oferecer mudanças sutis na fórmula que já começava a ficar desgastada, começando pela ausência do sufixo Man no nome ( acredito que seja um erro de tradução, porque na verdade no plural seria Men ), nos fazendo inconscientemente lembrar do grupo de infância do Michael Jackson. O ´´Goggle``  em questão se referia aos visores de seus capacetes. Ademais, as crianças tiveram suas atenções despertadas. 




Acostumados que éramos com três componentes do sexo masculino e dois do sexo feminino em produções do gênero, Goggle V foi a primeira a nos apresentar a primeira mudança na formação de uma equipe, que contava com quatro rapazes e uma moça. O quarto integrante, Futoshi Kijima, representava a cor amarela e a pedra preciosa que lhe conferia poderes era o opala, representante da civilização muçulmana, cor que até então era para nós destinada a personagens do gênero feminino. Kijima, aliás, era meu Goggle favorito. Engraçado e comilão, o gordinho era o mais forte da equipe e tinha a audição apuradíssima, trabalhava em um zoológico antes de integrar o Goggle V e costumava explorar montanhas em busca de ouro. Seu ponto fraco foi ter sido abandonado pelo pai quando muito pequeno, supostamente o reencontrando no episódio 13 - A Fúria do Enguia Mozu. Na forma de Goggle Yellow tinha como arma uma grande bola cheia de espinho ( Megaton Ball ), de vez em quando atacava com algumas menores até mesmo tirando onda de basqueteiro, e um martelo de plástico igualzinho ao do Chapolin Colorado. De lembranças hilárias que tenho dele faz parte as cenas em que ele dava uma de tatu e escavava o solo, cavando um tunelzinho para surpreender o inimigo emergindo ao seu lado. 

Ken´ichi Akama era o líder, de cor vermelha para variar. Sua pedra protetora era o rubi, representante da civilização da Atlântida. Explorador e escalador de montanhas, foi o primeiro Goggle a encontrar o professor Hongo, cientista que investigava secretamente o Império da Ciência Malígna DesDark, que passava por apuros no castelo Wolf, na Alemanha, o salvando dos ataques inimigos. Professor Hongo explicou os planos malignos do império liderado por chefe Taboo, um ciclope misterioso fruto de várias experiências genéticas que até seus companheiros pouco sabiam sobre. A única imagem dele que se tinha era a de uma criatura que ficava mexendo os braços através de uma espécie de parede semi-transparente embaçada, no castelo voador Desthopia. Em seguida, já se valendo de Akama, reuniu mais quatro jovens valorosos que se tornariam os Goggle V, auxiliados por seus assistentes, os Computer Boys e Girls, prodígios de alto conhecimento em tecnologia e informática que batalhavam a causa da ciência do bem no Laboratório de Ciências do Futuro. Contudo, professor Hongo participa apenas dos dois primeiros e dos dois últimos episódios. Como armas e habilidades especiais Goggle Red tinha o Goggle Punch, o Red Ruby Chicote e o Red Rope. Me intrigava o fato dos japoneses não usarem nomes de seu idioma para os nomes e golpes de seus heróis.

Kanpei Kuroda, o Black, era considerado o vice líder da equipe, embora não se saiba o motivo. Nunca se viu ele tomando tal iniciativa que justificasse. Mesmo assim, eu diria que é o Goggle mais bravo em combate, basta lembrarmos dos episódios 26 - A Grande Farsa do Black, 29 - Terror na Cidade dos Sonhos e 42 - A Armadilha do Escorpião, nos quais suas cenas de ação possuem uma tenacidade típica de Bruce Lee. Sua pedra preciosa é a esmeralda, representante da nação asiática. Se fosse um Goggle verde, sua pedra teria mais sentido. Falando nisso, Goggle V foi considerado pioneiro em apresentar um herói de uniforme negro, embora eu não concorde, pois já teve o Battle Kenya do Battle Ferver, mesmo que em seu uniforme tivesse detalhes verdes, afinal, qual uniforme sentai não possui detalhes de outras cores? Seus golpes são Black Escuridão, na qual surpreendia os inimigos no escuro, uma munhequeira cheia de espinho que me lembrava as que o Supla usava e que nunca entendi o nome, e Black Shadow, que me remete à uma lembrança marcante do episódio 45 - O falso e o Verdadeiro Black, quando numa cena hiper cômica Goggle Black faz ´´brotar`` de baixo de suas pernas os ´´Black Kids``, só quem viu sabe o quanto foi cômico e bizarro. Nunca tinha entendido o porque de tanto destaque para suas cenas de luta até descobrir que o ator, Junichi Haruta, dispensava uso de dublês. Mais tarde ele interpretaria o vilão MacGaren do seriado Jaspion. 

O azul, Saburo Aoyama, a meu ver é o menos relevante. Protagonista de poucas aventuras, nunca teve uma participação que de fato o destacasse. Jogador de hóquei, às vezes dava uma de inventor maluco, como quando inventou um jatinho que se coloca nas costas para levantar voo no episódio 38 - Os Sentimentos de Amizade, convencendo Kijima a testá-lo, com o qual fazia dupla. Sua pedra era a safira, representante da nação egípcia, e como golpes possuía a Goggle Corrida, que deixava os inimigos tontos, e os bambolês Blue Rings, que o permitia exibir grande habilidade de ginasta olímpico, com direito a movimentos delicados ( nooossa! )e tudo.



E enfim a gatinha Miki Momozomo, uma grande ginasta de bela franja, dona do diamante que representa a civilização inca. Suas armas são o Pink Ribbon, Pink Bastão, Pink Mirror e a técnica de fazer os inimigos se apaixonarem só para depois esmigalhar o coração dos coitados.




Juntos, os cinco contam com poderosos armamentos e combinação de combate, como o Goggle Sabre atirado de surpresa no inimigo quando alguém está em perigo, que mais tarde viria a se chamar simplesmente de Goggle Espada. Entre vários ataques caricatos se encontra o mais importante deles, o Goggle Victory, usado para dar cabo de vez do monstro, se afastando do ritual das bazucas de outros seriados. O golpe consiste numa espécie de pirâmide humana na qual os Goggle formam a letra V, aludindo ao nome do grupo, e energizando seus sabres ( ou espadas, como preferir ) através da pedra preciosa de seus respectivos capacetes disparam um raio mandando o Mozu para vala acompanhado por um efeito sonoro típico de brinquedinho de camelô da Uruguaiana. Mas o golpe foi para o vinagre no episódio 34 - A espada de Ouro Fatal, quando Wani-Mozu ( um monstro Jacaré ) desfilava sua invulnerável couraça. Os heróis, juntamente com seus importantes aliados, acabaram por desenvolver a Goggle Lança, golpe mais eficaz e cenicamente mais bonito, levando em conta os efeitos da época, embora consumisse segundinhos a mais dos episódios. Só que eu achava que as acrobacias que o Red fazia tornava tudo cansativo, deixando saudade do Goggle Victory. 




Destophia envia então uma versão robô gigantesca do monstro, denunciada pelas pernas que são sempre iguais entre um robô e outro. O mecha, que costuma ser batizado de Kong, revive o monstro derrotado e depois da frase ´´Poder Relâmpago`` ser proferida por um membro de DesDark ou pelo próprio Mozu, a criatura é abduzida para o topo da cabeça, sua cabine de comando, e fazendo uso de um comando esquisito tipo manivelas e sem ter tido aula previa, o Mozu sai pilotando o Kong destruindo tudo pela frente, desferindo inclusive golpes que usava quando simples monstro, fazendo questão de anunciá-los em voz alta. É aí que entra em ação os veículos mais potentes dos Goggle. Em sua Goggle Nave, que nos primeiros episódios emergia de um campo profissional de beisebol, encontram-se três contêineres com três máquinas de combate cada, o Goggle Jato, pilotado pelo Goggle Red, o Goggle Tanque, pilotado pelo Blue e o Goggle Dump, pilotado pelo Yellow. A combinação dos veículos forma o Goggle Robô, sempre preparado para enfrentar os Kongs, e dizendo de passagem, para mim é o robô ligeiramente mais bonito depois do Change Robô dos sentais aqui exibidos. Goggle Black e Pink limitam-se a pilotar a nave prestando auxílio se necessário, lançando míssil quando o combate não ia bem para os heróis. Até já sabemos o porque, as cores preta e rosa não cairiam bem no robô, até inventarem, seriados à frente, veículos pilotados por duplas/ casais. Excepcionalmente o episódio 16 - Red! O Perigo por um Fio! não teve Kong pois o tempo do episódio foi estourado.

Os Vilões
Até o quarto episódio os Kongs em nada se assemelhavam aos seus respectivos Mozus. Até então quem cuidava da concepção dos Kongs era a dupla de cientistas dra Sazoria, uma mulher com armadura de escorpião, e dr Iganna, que usava armadura de iguana. Mesmo trabalhando juntos e pertencerem à uma classe inferior de DesDark, os dois viviam na mais pura rivalidade, um sempre querendo superar o outro em reconhecimento e impressionar com seus conhecimentos de tecnologia, até serem orientados a unirem suas técnicas para criar um único e poderoso robô. Kamakiri-Kong ( um louva-a-deus ) foi o primeiro Kong criado à mais pura semelhança a seu Mozu, o que se repetiria nos episódios a seguir, com exceção das pernas que eram sempre iguais. Nunca deixei de achar curioso o fato de trabalharem um Kong com extrema fidedignidade ao Mozu, sendo que os Mozus, confeccionados na própria Destophia ( alguns episódios mostrava sua fabricação, algo parecido com mistura de tintas guache que as criancinhas conseguiam fantasiar que era combinação de genes ), também deviam dar trabalho em serem descobertos, selecionados e combinados seus genes mutantes, e não era mostrada a mão de obra do Kong após o anúncio do Mozu do episódio. Detalhes a parte, dr Iganna e dra Sazoria não duraram muito tempo. No episódio 15 - O Renascimento do Diabo, cansado de presenciar um fracasso atrás do outro, chefe Taboo decide reviver um antigo aliado internado nas profundezas do oceano do pólo-sul, comandante Desmark, um ser com trajes de faraó, juntamente com suas duas assistentes Bera e Bezu, mulheres mudas cobertas da cabeça aos pés como tipicas zentai que vieram junto no caixão em forma de bonequinhas. Num ataque de estrelismo e demonstração de superioridade, Desmark acaba com Iganna e Sazoria, o que foi uma pena, pois a dra Sazoria era uma gata. Mas Comandante Desmark não revolucionou muita coisa, pois os Mozus e seus Kongs ( opa, quem a partir dali passou a fabricar os Kongs? ) continuaram levando fumo.



Drs Iganna e Sazoria
Desguiller preparado para usar a energia Hightron











Chefe Taboo, o ´´pica das galáxias`` de DesDark
Comandante Desmark e suas escudeiras Bera e Bezu.
General Desguiller e Mazurka ficavam na linha de frente quando o assunto era porrada, já que o Comandante Desmark só passou a lutar no finalzinho da série. No penúltimo episódio Desguiller teve permissão do chefe Taboo para pilotar o Kong do Kuma - Mozu ( uma espécie de urso negro ) derrotado, confesso que tive dó de ver que deixaram de reviver o monstro e lhe dar uma segunda chance só para deixar Desguiller se apropriar do mecha, que em nada combinava com ele. DesDark tinha até caprichado, como sempre, na semelhança entre o Mozu e o robô. 

DesDark contava também com os homens malhados, ´´exército fracote que só serve para apanhar`` que todo seriado toku deve ter. O mais interessante deles é que em alguns episódios eles falavam, e no comecinho do seriado sempre que eles levavam um golpe era apresentado seu interior, um efeito semelhante a um raio -X, revelando que eram constituídos de peças biônicas, detalhe abandonado no decorrer da série. Os homens malhados ainda me fizeram fazer uma descoberta no episódio 12 - A Fantasia do Inferno Arenoso: deixando de lado esse lance de predestinação, para se transformar em um Goggle basta ter um transformador. Mas é claro que precisa ter a manha para se transformar, tipo o gesto certo, a coreografia e tal. Sem esquecer que os transformadores podem ser destruídos à vontade que o Laboratório de Ciências do Futuro pode fabricar quantos forem preciso.

Mozus: Significando Monstro em nossa língua, todas as criaturas do mal que brilhavam por vez em cada episódio possuía essa definição no nome, a maioria deles mutações feitas a partir de genes de animais terrestres.


Os Mozus e Kongs da série.
Goggle Five foi para mim como um exemplar cult de seriado estilo Changeman e Flashman, que na época nem sabia que atendia pela designação Super Sentai. Foi pouco anunciado, diria até que estreou despercebido, e seu horário noturno tornava a experiência de assisti-lo mais única ainda. Precário, cômico e de efeitos mambembes, o seriado acabou sendo uma opção alternativa para aqueles que já não aguentavam mais as reprises da Manchete e acabou conquistando admiradores pelo Brasil afora. Acontece que com a escassa publicidade infelizmente nunca se via brinquedos, álbum de figurinhas, materiais escolares ou qualquer outro produto infantil que levasse a marca dos Goggle V. Distribuído pela Oro Filmes ( as séries mais famosas foram distribuídas pela Everest ) e importada da Itália ao invés do Japão, o seriado ainda transitou por outras emissoras, como a até então promissora Rede Record, quando a programação da tarde das Tvs abertas ainda oferecia programação de qualidade para as crianças. Hoje a série é lembrada com carinho como uma das quatro do estilo a ser exibida em nossa terra, se na época vivia sofrendo com as comparações. Mas nem de longe a considero uma série tosca ou fraca, como já foi injustamente considerada. A considero no mínimo umas cem vezes melhor que qualquer temporada de Power Rangers. 


Professor Hongo e os Computer Boys e Girls.

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