quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Locomotiva do Aranha



Carona na Locomotiva do Homem Aranha, o trenzinho da alegria.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Barbie Robô na Escola de Princesas



Barbie Robô recebe instruções de como andar de salto alto com estilo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Homem Aranha - o filme dos anos 70


De fato o aracnídeo da Marvel já teve filmes bem melhores que os do Marc Webb. E não falo apenas da trilogia de Sam Raimi, como também do primeiro live action que nem do meu tempo é. Me refiro ao Homem Aranha - O Filme, de 1977, dirigido por E. W. Swackhamer e com Nichollas Hammond (A Noviça Rebelde) como Peter Parker, que inclusive chegou a ser exibido nos cinemas brasileiros, sendo originalmente o episódio piloto do que viria a ser um seriado cancelado já em sua segunda temporada. Deixando de lado os nauseantes episódios arrastados do que se tornou um enfadonho seriado, nos concentremos no primeiro longa, que isso sim é coisa boa. Apesar de produzido com baixo orçamento, efeitos especiais datados e usados com precariedade, consegue ser fiel ao aracnídeo e sua mitologia, assisti-lo nos dias de hoje nos faz esquecer um pouco o trauma sofrido pelas duas últimas produções do herói. Hammond faz a respeitável caracterização do personagem que esperaríamos e embora falte ingredientes importantes para o processo de criação do herói, como o tio Ben, por exemplo, que sequer é citado, ao menos os elementos que fizeram uma falta danada nos filmes de Marc Webb estão ali presentes, como J. J. Jameson e Robbie Robertson, que com Peter rendem diálogos realmente engraçados assim como nas outras mídias, uma tia May idosa que teve participação suficiente embora tenha aparecido poucas vezes, e apesar de alguns personagens não serem citados podemos notar sua presença com nomes diferentes, ou mesmo tendo seus papéis supridos pelas participações de personagens semelhantes, como é o caso do Capitão Barbera (igualzinho o Capitão Stacy) e Judy, interesse amoroso de Peter, que não deve nada em atributos e qualidade para a Gwen ou Mary Jane. Já o Harry pode ser ´´interpretado`` pelo jovem que acompanha Peter durante a experiência no laboratório da faculdade com a aranha radioativa que lhe pica conferindo-lhe super poderes, aparecendo usando uma camisa com o sugestivo símbolo de uma estrela no peito, e a secretária Betty Brant do Clarim Diário supostamente aparece no filme seguinte, teoricamente o primeiro episódio do seriado, atendendo pelo nome de Rita Conway. Seria isso problema de direitos autorais, de tradução ou descaso mesmo? A origem do Aranha é a mesma que nos quadrinhos, porém nessa película há uma ou outra coisa que não contávamos, mas nada que nos faça perder a esportiva. Peter já tirava fotos para o Clarim desde o início do filme, antes até de adquirir seus poderes aracnídeos, e seu principal motivador para se tornar um combatente do crime foi simplesmente o desejo de dar uma identidade para o homem outrora visto pendurado num prédio da cidade para vender suas fotos, mesmo que antes já viesse esboçando um senso de justiça. Isso depois de acharmos que só o fato de não lembrarem do tio Ben ser uma deslize imperdoável, mas essas são as únicas discrepâncias que a gente acaba perdoando considerando ser essa a primeira tentativa de criar uma história do super herói dos quadrinhos com pessoas reais. 

Como era de se imaginar, nada de super vilões como o Duende Verde. Aliás, nenhum vilão conhecido dá as caras em toda carreira do Aranha setentista. Se forçarmos um pouco tentando imaginar como seria a vestimenta, maquiagem e o planador nessa que seria a primeira adaptação, até que preferimos como ficou. O antagonismo então ficou por conta de um mestre em hipnose que, através de ondas telepáticas disseminadas por uma bizarra geringonça que ´´zumbifica`` as pessoas, aterroriza Nova York fazendo a população cometer suicídio pouco a pouco. As cenas de luta ficam por conta de três japoneses armados com bambu que aparecem em intervalos pontuados, sendo que na última vez, livres do domínio hipnótico, tornam-se simpáticos sorridentes e até tiram foto ao lado do herói aracnídeo. Para a época não podíamos esperar muito em matéria de ação, é clara a falta de técnica, os errinhos aqui e ali, mas foi engraçada e curiosa a acrobacia que o herói fazia para tentar honrar o nome do cabeça de teia dos gibis, lembrando que o filme tinha baixíssimo orçamento até para contratar experts na modalidade. É interessante ver que não raras eram as vezes em que o herói se dava mal em combate, mesmo sendo os mesmos três pés de chinelo que tudo que faziam para incrementar o combate era utilizar um lança chamas. Mas valeu a boa vontade. Quanto ao uniforme, apesar de bem pobre, contêm uns detalhes curiosos que podia até ser bem pensando nos gibis, o Aranha usa um cinto onde guarda seus cartuchos de teia (na verdade ele o adota em sua segunda aventura, mas tá valendo a ´´novidade``), mas seu lançador de teia é bem feio, fica por fora do uniforme e é tão volumoso quanto um relógio. E para completar ele usa apenas UM lançador, cujo acionador é basicamente uma colher, mas ele sequer precisa apertar para lançar a teia, bastando para isso apenas abrir a mão, o famoso sinal de ´´chifre`` não é usado, quem sabe o diretor é um religioso radical. Mas ganha alguns pontos no quesito realismo, o lançador não ficaria encaixado tão uniformemente no braço de jeito nenhum, o filme ´´prova`` que é fisicamente impossível. Quanto às teias, o herói por razões óbvias não as lança tão costumeiramente como em outras versões, sua habilidade mais destacada é a de escalar paredes, mesmo sobre um chroma mal caprichado. O pessoal da época não teve escolha senão imaginar que aquela espécie de algodão doce em seu processo de fabricação, a cordinha da cena em que é lançada de um prédio a outro usada mais de uma vez  e as redes de vôlei usadas para capturar os inimigos é a genuína teia resistente e pegajosa desenvolvida por Parker. Outro detalhe gritante que não consegue passar esquecido é o sensor de aranha que só se manifesta quando o herói está em seu estado civil. Seus olhos ficam vermelhos, adota momentaneamente uma aparência zumbi  e o que é mais incrível, consegue antever toda ação de perigo. Seu sensor de aranha jamais voltaria a ser tão, digamos, aprumado. No geral, é um bom filme, o comparo com o seriado Batman e Robin dos anos 60. E no caso do cabeça de teia, o filme é mais digno de respeito que qualquer um estrelado por Andrew Garfiel, você não acha?


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Jogos bons para S-Nes: Rockman e Forte


Pouco comentado até hoje , Rockman e Forte (ou Megaman e Bass, como estamos acostumados) foi um dos últimos jogos a ser lançado ao saudoso ´´Super Nintendo Entertainment System``, talvez por isso pagou o preço de vagar pelas trevas da escuridão, embora tenha repercutido consideravelmente no Japão. Pertencente à série clássica, provou que a série X, ótima por sinal, não era o último recurso que a franquia do robozinho azul tinha a oferecer ao console 16 bits, nem mesmo Megaman VII, aparentemente única extensão das aventuras de sua versão para Nintendinho. Consegue ser a versão mais difícil do console e vem com a opção de escolher Bass, que passa a unir forças com Megaman após muito tempo de desafeto, eu mesmo só jogava com ele aproveitando a novidade. Tinha habilidades que Megaman não tinha, como dar grandes saltos, ser mais fácil evitar cair nos espinhos e nos buracos, pegar itens que o robô azul não conseguiria, mandar saraivada de raios e poder direcionar seus tiros para o alto, para baixo e nas diagonais, além de fazer algumas coisas que normalmente Megaman fazia, como a derrapagem. Porém, Megaman tinha lá suas vantagens, como por exemplo mandar tiro carregado, suas derrapagens às vezes o faziam passar por lugares estreitos que Bass não passaria e tinha a vida facilitada em alguns estágios que para Bass era um desespero, de modo que equilibrava as duas opções, e o inimigo final continuava sendo o velho e ´´todo poderoso`` dr Willy, agora contando com a parceria de King nos faz esquecer Sigma sem pestanejar. Mesmo assim, essa versão foi bastante criticada não só pelos fans dos jogos do Megaman, como pelos players em geral. Embora eu não seja favorável a essa opinião, foi considerada quase como idêntica a sua versão anterior, lançada para Playstation e Sega Saturn, acusada de copiar sprites, visual e inimigos, entre outras coisas, de ter sido feita as pressas ou de ter feito uso de baixo orçamento, esquecendo-se que é apenas mais um jogo da mesma franquia. Ora, o próprio Ground Man é uma versão mais colossal do Drill Man. Em alguns aspecto devemos concordar, dois vilões foram reaproveitados de Megaman 8, são eles Astro Man e Tengu Man, com o mesmo visual, poderes e sistema de combate, embora os estágios não sejam totalmente iguais, mas é claro que na versão do Playstation (não conheci a versão Sega Saturn) é tudo muito mais caprichado, podemos conhecer até a voz dos personagens. O próprio doutor Willy dá as caras em sua versão 16 bits do mesmo jeito em que na versão 32 bits, assim como outros vilões finais, bastando comparar o visual do pinguim de Megaman 8 com aquele vilão chato da lava com seu macaquinho nessa versão S-Nes. Será que gostaram tanto assim dos personagens ou teria sido uma tentativa de economia, entendendo-se por economia criativa? Além disso o jogo conta com personagens descartados de Megaman 8, ou seja, personagens pensados para o projeto anterior que não foram para frente ou sobraram foram descaradamente reciclados, como Magic Man, onde dá para ver nitidamente que seu estágio carrega fortes semelhanças com o de Clown Man, um ambiente circense. No final de Megaman 8, que considero o melhor final de todos os jogos do Megaman, podemos ver uns esboços dos personagens pensados para a então última versão, esboços curiosos, alguns até parecem desenho de criança, mas vale pelo conhecimento científico da série. Confira a seguir:



Um detalhe interessante é que na versão Sega Saturn o robozinho azul é agraciado com a visita surpresa dos velhos conhecidos Cut Man e Woody Man. Marca sua volta também Green Devil, do Megaman Anterior, uma espécie de Rocky Monster, figura clássica dos jogos, numa versão gosmenta, só que dessa vez derrotá-lo é de uma facilidade contrastante com a dificuldade do jogo, tanto que foi aproveitado para ser o chefe da primeira fase intermediária. Mas enfim, Rockman e Forte, apesar da dificuldade (Dynamo Man, aquele robozinho que parece o Astronauta do Maurício de Souza, tem a dificuldade de nível de chefe final), acredito que é superior em todos os sentidos ao Megaman VII. Gráficos bons, pouca enrolação, inimigos mais condizentes com a série, armas eficientes, belíssima trilha sonora e um Megaman de aparência que se distancia das de jogos anteriores, mesmo sendo igual a de Megaman 8, mas até então o visual estava fresquíssimo. Não falta estágios temáticos consagrados como fase no gelo, na água, terreno arenoso, floresta, fogo (no caso aqui, Burner Man assume o estágio que supre os elementos fogo e natureza) e no céu. Pena que, mais uma vez, o jogo peca pela ausência dos tanques de energia,  Só perde mesmo para a série X.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crítica: O Espetacular Homem Aranha - A Ameaça de Electro

Texto publicado na revista Mais Mulher de Votuporanga -SP




A continuação desse novo aracnídeo no cinema precisava ser vista nem que fosse para constatar que a publicidade em torno não prometia nada de espetacular assim. O resultado não ficou tão diferente do terceiro Homem Aranha de Sam Raimi pela profusão de elementos, inimigos e roteiro apertado, eu diria até que o de Sam Raimi é melhor apesar dos preconceitos, a maioria injustos, que sofreu. Ainda assim, a nova versão conseguiu ficar devendo muita coisa. Para quem esperava que o segundo Spider Man de Marc Webb fosse limpar a imagem do primeiro não foi surpreendido além de acompanhar o desfecho da subtrama fraca do destino dos pais de Peter, que rende apenas uma boa cena de ação no prólogo só para dizer o que o filme prometia pela frente, e uma descoberta inventada pelo roteiro como solução dramática que justificasse a subtrama ocupar tanto espaço nos dois filmes, além de associá-la aos poderes de Peter e à participação de personagens importantes. Todos nós sabemos que a busca de Peter pelo paradeiro dos pais foi um elemento adicional utilizado para afastar o Homem Aranha de Webb do de Sam Raimi. A princípio prometido um quarto filme além de solos para os vilões, Webb ousou pela opção de vilões poderosos e interessantes, porém pouco importantes e menos ainda queridos pela maioria dos fans do herói. A escolha de Electro, por exemplo, soou como se escolhessem o Morcego Humano como o vilão de Cavaleiro das Trevas tendo mais importância que o Coringa, e a atuação de Jamie Foxx (Django Livre) como o vilão em sua forma civil também não ajuda, foi canhestra demais, mais uma vez lembrou um personagem dos filmes do Batman, a Hera Venenosa de Uma Thurman. Resumindo, o vilão nem foi uma ameaça tão grande e nem teve tanto destaque como foi vendido por aí, teve breves lutas com o aracnídeo, a primeira totalmente sem nexo, não preocupou nem o aranha nem os moradores de Nova York, passou a maior parte detido na Oscorp e some sem a menor cerimônia. Sua participação só se justifica pela futura participação do grupo de vilões do qual faz parte, o Sexteto Sinistro, mas seria inviável sermos agraciados com a sua presença novamente. O personagem é tão pobre que se preocuparam mais com os efeitos especiais de seus poderes e seu visual parecido com o dr Manhattan dos Watchmen do que com a construção de suas características, alem de, bem ou mal, ter sido o tempo todo ofuscado pela participação do Duende Verde de Dane DeHaan, que por sinal foi outro problema do roteiro mal realizado. Sem a existência do “Duende pai”, fomos imediatamente apresentados ao jovem Harry Osborn que se tornaria de maneira instantânea o principal antagonista nos gibis, uma caracterização que, com a exceção do planador, não supera em nada o Duende de James Franco. O Duende mais fiel aos quadrinhos continuará sendo o de Willem Dafoe, o único crédito merecido desse novo Duende á a lembrança do símbolo da Oscorp estampado no traje, que justiça seja feita, foi bem mais explorada nos filmes de Webb. Se não todos, a maior parte dos vilões dessa vez vieram da megacorporacão. Harry aparece como uma espécie de Leonardo DiCaprio do tempo do Titanic, sem ao menos ter sido citado no filme de 2012, para visitar seu pai em seu leito de morte vitimado por uma doença hereditária, o empresário Norman Osborn, dono da indústria Oscorp. Ao contrário da versão de Raimi na qual Peter e Harry passam a adolescência juntos, Harry retorna após oito anos em um internato, adquirindo fama repentina e retomando contato com o amigo de infância Peter. Agora Harry é um pária, não é bem aceito na direção dos negócios do pai e se na versão anterior tinha ódio do cabeça de teia por supostamente tê-lo matado, dessa vez o motivo é outro, a negação do herói pelo fornecimento de seu sangue no qual acredita encontrar a cura de sua doença herdada que começa a se manifestar precocemente. Suas motivações para o crime, no entanto, são convincentes, e como o Duende revive no cinema um dos momentos mais dramáticos dos gibis da Marvel, embora não exatamente de maneira fidedigna. Mas sua contribuição significativa para o longa se resume a isso, talvez no próximo tenha maior importância reunindo ilustres inimigos do aracnídeo. Quanto ao Rhino, este não passa de uma referência do que a Oscorp tem a oferecer de engenhoso e terrível, mas que na verdade só consegue nos deixar com medo do que vão fazer com a Felicia Hardy / Gata Negra (Felicity Jones) no próximo filme.




O Herói

Bem menos sofredor que o Peter Parker de Tobey Maguire, Andrew Garfield faz um Peter que já não chora mais pela morte do tio Ben e oscila no cumprimento da promessa de ficar longe da pessoa amada, desde sempre cúmplice de sua vida dupla. Como Aranha é como nos quadrinhos, verborrágico e animado, com o diferencial de o seu lançador de teia não esvaziar e não precisar recarregá-lo quase nunca. E embora já esteja trabalhando para o Clarim, J. Jameson continua sem aparecer, embora seja vez ou outra citado, inclusive trocando e-mail com Peter mantendo viva sua característica dos quadrinhos, a de ferrar o aracnídeo a qualquer custo. Mesmo assim a cidade não o marginaliza como em sua antiga versão, nessa nova o Aranha é o verdadeiro amigão da vizinhança. Mary Jane novamente é sequer arranhada e tia May (Sally Field), nessa caracterização nem tão importante para o desenvolvimento de Peter na história, contribui apenas com palavras chave para soluções de ponta solta e dicas do que não estava implícito no roteiro, mantendo-se indiferente por todo o restante do tempo.
Ultrapassando mais de duas horas, o que não podia ser diferente em se tratando de uma história tão comprida, o roteiro apesar de tudo foge do modelo clássico proposto aos filmes de herói, ousando inovações apesar de errar aqui e ali em cenas repetitivas, como no encontro que Gwen Stacy (Emma Stone) teve com cada um dos vilões no elevador da Oscorp. Influenciado pelo universo dinâmico e jovem do universo Ultimate (quadrinhos de versões modernas dos personagens clássicos da Marvel) que afinal, não é tão mal assim, e até mesmo das animações, este Aranha atual é do tipo que busca agradar quem sempre o acompanhou em outras mídias, como também apresentar o herói à uma audiência mais jovem, além de lucrar com uma infinidade de produtos relacionados, como brinquedos. Imaginar como será a segunda sequencia é fácil, basta pensarmos em ações e efeitos estilo videogame, piadas sem graça, confrontos irrelevantes, metragem extensa, um ou outro detalhe que o fidelize aos gibis (ponto positivo para o uniforme usado nessa sequencia) e quem sabe algum personagem a tanto esperado para valorizar um pouco mais o valor do ingresso. É fato que, por mais protestos que sejam gerados, a audiência se mantém estável torcendo se deparar com vilões memoráveis, mesmo que para isso tenha de dividir espaço com número exagerado de personagens e situações ao longo de um roteiro hermético. E torcer para que não optem por vilões insossos como Kraven, o Caçador. Já pensou?

Percy Jackson e o Mar de Monstros


Círculo de Fogo


Saga Velozes e Furiosos


Somos Tão Jovens

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Homem de Ferro III - Robert Downey Jr se despede do herói metálico

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G. I Joe - Retaliação: Uma Sequência com cara de reboot
Oz - Mágico e Poderoso

A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2


Ted, um Ursinho da Pesada

Resident Evil Retribuição

Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge



A Era do Gelo IV

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Os Vingadores
Jogos Vorazes


Gigantes de Aço – Um animê filmado


Conam, o Bárbaro - O cimério revive no cinema após um hiato de 27 anos


Capitão América, O Primeiro Vingador

As Relíquias da Morte - Parte 2: O fim de uma era


Se beber, não case! - Parte II


A Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles



As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada






segunda-feira, 7 de julho de 2014

Robocop de José Padilha - Crítica




Está certo que todo mundo gostou da escalação de José Padilha, nosso ilustre diretor que lançou ao mundo Tropa de Elite e sua sequencia igualmente ótima, para ocupar a cadeira de direção do novo filme do policial ciborgue criado pelo holandês Paul Verhoeven, e mais, trabalhando com sua própria equipe de filmagem. Antes disso, todo mundo gostou de o policial do futuro dar as caras novamente no cinema depois de 20 anos, e o momento não poderia ser mais oportuno que o atual, onde personagens de filmes antigos estão conquistando seu merecido revival. Não se trata de uma sequencia, nem poderia se tratar, afinal, muito tempo passou e as características transumanistas de Alex Murphy estão pra lá de datas, a biotecnologia (e os espectadores mesmo) clamariam por intervenções mais elaboradas. Este novo Alex Murphy é mais bem adaptado para sua realidade policial, começando pela cor preta da armadura, brilhantemente sugerida por um dos personagens, mas lembrando com carinho das características de seu antecessor, como a primeira aparição do agora Murphy híbrido de homem e máquina. O som mecânico dos passos pontuados permanece, assim como a música tema, elementos postos cuidadosamente para aproximar o melhor possível o novo conceito ao clássico personagem, preocupados em lembrar o espectador que aquilo ali que se passa na tela não é outro filme de ficção científica, e sim uma reinterpretação do agente policial cibernético atuando numa distópica Detroit. Mas são apenas essas as coisas do tipo, de fato a história se afasta bastante do aspecto original. O novato Alex Murphy inseguro e preocupado em seguir à risca as leis sai de cena dando lugar a um mais tempestuoso, preocupado em pôr as mãos no culpado pela emboscada que sofrera junto a um parceiro culpando sua organização e desejoso por justiça, nem que para isso precise atuar sozinho. A greve e as críticas ao sistema policial, tão fortemente discutidas no filme de 87, não fazem parte do universo deste novo Robocop, e os divertidos filmes publicitários da OCP perdem espaço, porém, há uma substituição que caiu como uma luva para preencher espaços importantes, como o âncora de televisão Pat Novak, personagem de Samuel L. Jackson, apresentador fervoroso em sua aposta de que seres infalíveis desprovidos de sentimentos humanos sejam a solução para combater a criminalidade cada vez mais crescente, personagem que, aliás, não é muito diferente do personagem de André Mattos em Tropa de Elite 2. Mais visceral e menos poético, essa nova versão é bem capaz de enjoar espectadores sensíveis, expondo o que de mais grotesco e realista existe nesta concepção entre humanos e máquinas, a questão ética é amplamente abordada, e é claro, os opositores, mesmo os dentro do esquema, não ficam passivos. É interessante acompanhar o treinamento do oficial militar Maddox (Jackie Earle Haley), contra o projeto desde o início, despejando seu descontentamento sobre o híbrido que Murphy se transformou. O novo Robocop é mais humano, com mais noção de civilidade, por conseguinte não perdeu sua família como na clássica versão, podendo contar com a presença ativa da esposa desde antes de se tornar o policial de aço. Clara Murphy (Abbie Cornish) sem dúvida tem uma participação importante, compete justamente com o protagonista o papel de heroína do longa. Se em sua versão original o herói contava com a estimada parceria de Anne Lewis (Nancy Allen), desta vez seu cônjuge é seu braço direito, pondo em prova que não é preciso preparo físico e empunhar pistolas para fazer diferença na vida de um herói. No entanto, este novo filme do policial de aço funciona mais como um bom entretenimento de ficção científica que pega emprestado um grande nome do que um filme policial inovador, cujo personagem principal não consegue causar mais tanto frisson como vinte anos atrás. O resultado de sua ressurreição não ficou tão diferente do que fizeram com Dredd (Pete Travis, 2012), refilmagem do brilhante filme estrelado por Stallone em 95, se for fazer comparação. O que não podiam deixar de fazer, evidente, era encher a película de efeitos especiais, não necessariamente com sangues e tripas para atingir uma audiência mais ampla, e isso o novo Robocop tem de sobra. Os novos equipamentos do robô da lei não ficam devendo nada aos gadgets de personagens estilo Homem de Ferro, o que nos faz pensar que a versão anterior era, muito além do quesito temporalidade, bem mais realista. Em determinado momento a ameaça singular do robô ED-209, que ficamos tão contentes em saber que o reveríamos numa versão modernizada, deixa de ser importante frente a um bombardeio de gadgets deslumbrantes e efeitos visuais que não tínhamos na época do último Robocop, só que quando o filme acaba temos a sensação que, se o policial do futuro estava devendo alguma coisa, agora já não deve mais. Difícil imaginar o que o herói teria a oferecer para uma continuação, e digo mais, os melhores filmes de ficção científica continuam sendo os antigos. Mas não podemos deixar de contar como ponto positivo a citação ao universo O Mágico de Oz com a mesma profundidade que outra citação feita em outro filme de ficção científica, O Homem Bicentenário, adaptação de um romance de Isaac Asimov. E é apenas essa colcha de retalhos de componentes do universo ficcional de linguagem popular, somada a deliciosa alfinetada ao conceito de supremacia norte-americano bem colocada no final que consegue elevar o filme a uma posição de respeito. 




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