quarta-feira, 15 de abril de 2015

Willy Wonka



Música nova.

Willie Wonka

Mamae nao sabia o que pensar.
Me achou estranho quando voltei da excursão.
A cueca toda manchada
E na camisa não sobrou nenhum botão.
Mamãe e chocolate.
O vermelho no pescoço e so um chupao.
O sorriso eu não consigo disfarçar
Ando saltitando pelos cantos e penso ate em me maquiar.
Que mancha e essa que não quer sair
Willie Wonka relou em mim.
Onde estão os brigadeiros e os cajuzinhos
Willie Wonka trocou por beijinhos.
Onde esta o pirulito de morango
Willie Wonka me deu na boquinha
E me deu leitinho.
Willie Wonka e gente grande e não me chama de demônio
Dos quatro eu sou o melhor.
Disse que produzo muito hormônio
E so posso gastar com ele só.
Um dia seu palácio será todo meu
Com muitos brinquedos para brincar.
De uma orgia com anões vou participar.
Dos outros três se livrou em picadinhos
Enquanto eu adormecia com aquele toddynho.
Pena o vovo não poder participar
Os anões o fatiaram com uma foice
Arrancando suas tripas para a fabricação de mais doce.
Mesmo assim estou morrendo de alegria.
Willie Wonka me deu um quarto em seu palácio onde poderei comer manjar turco todo dia.
Porque esta tão melecado
Willie Wonka me lambuzou de leite condensado.
Cheiro de leite azedo que não quer sair
Willie Wonka passou chantilly.
Onde estão as rosquinhas
Willie Wonka achou a minha docinha, mas fez sem camisinha.
E assim me deu leitinho.
Em sua fabrica não existe diabete.
Nem gente chata como a tia Bete.
Igualzinho a mim Willie Wonka e travesso e gosta de se empanturrar com besteira.
Vai me ensinar a rebolar, me vestir colorido e me dar o endereço de sua cabeleireira.
Vou fazer as malas e me mudar pro seu palácio.
Tudo o que bem entender agora eu faço.
Me tornei o seu mascote, o seu garotão, posso usufruir seu parque de diversão.
Mal sabia eu que o real bilhete dourado estava dentro de seu calção.



quinta-feira, 9 de abril de 2015

Menino Autista, lançamento 2015



É com orgulho que lanço meu single Menino Autista, música pertencente ao CD virtual que estou produzindo e pretendo lançar brevemente, intitulado Tambor Maldito. Espero que curtam. Logo logo disponibilizarei mais músicas.

Menino Ar(u)tista
 Desde pequeno você vai pro recreio e tem seu lanche roubado
Te tratam a pontapés e vivem dando risada
Por ser diferente você é humilhado
E vai crescendo o ódio pela sociedade
E vai crescendo o ódio pela escolaridade.
É aí então que me pegam nessa situação
Quebrando o código de ética sem nenhuma noção
Mas fazer o que se essa é a educação que recebi de vocês.
A realidade não me interessa
O mundo ficcional é tudo que me resta.
Em Terabítia talvez eu tivesse alguma chance
As garras do inimigo não estariam em meu alcance.
Menino autista brincando na chuva sozinho
Convencendo a bicharada a reconstruir o moinho.
E convenço sim, e convenço mesmo.
Sou o Aladdin, sou o Zé Pequeno
E convenço dez, e convenço 100 vezes mais.
E se isso não for pra ler
E se quebrar a cara fazer a moral desenvolver
E se apertando os botões do controle aparecesse a resolução do esquema
E se aspirando o pó de pirlimpimpim pudéssemos fugir do problema
E se não existir, se não existir, se não existir
Não tem problema, podemos inventar.
Eu serei reformulado
De bom tom, de bom grado.
Eu serei reformulado
Muito em breve me chamará de namorado.
A mente sã em corpo são a se poder julgar numa sequencia revista e ampliada
Mais ou menos como a moça ‘’absolutle”  na revista feminina que instiga mais onanismo que a vulgar da de mulher pelada.
Menino autista brincando na chuva sozinho
Convencendo a bicharada a reconstruir o moinho.
E convenço sim, e convenço mais
Sou um pedaço de pudim, sou um pedaço de queijo
E convenço 100, e convenço 200 vezes mesmo.
Eu tive medo, a vida moderna me deixou paranoico.
Eu tive medo, a Internet me deixou claustrofóbico.
Eu tive medo, o nerd torpe disseminando mensagens ad nausean como se fosse consistente.
Eu tive medo, o ciclo se fechando me condensando a centenas de micropartículas de maneira surpreendente.
Mas eu serei reformulado
De corpo inteiro, de corpo fechado.
Serei reformulado
Meus inimigos amanhã me chamarão de aliado.
Eu serei reformulado
Mais forte e mais equipado.
Tal como Fausto não me sentirei mais desamparado.
Menino autista brincando na chuva sozinho
Convencendo a bicharada a reconstruir o moinho.
Mortal sofredor videando a luz que se aproxima.
Mudanças bem vindas desde que não seja na covardia.
O poder da concentração da mente.
Tradição milenar, tradição suplente.
Vence o vento que abala, o mantendo em riste.
A cura cabala, terapia matrix.
Se lê como se fala, se escreve ipsis litteris
Menino artista quer que eu te mostre o caminho?
Convencendo a bicharada a reconstruir o moinho.
E convenço sim, e convenço mesmo
Sou um gênio mirim, sou um cabeça de vento.
E convenço 100, e convenço mil vezes mais.



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quadrinhos nacionais: Celton




´´Lacarmélio Alfeo de Araújo é um quadrinista de rua da cidade de Belo Horizonte, também conhecido pelo nome do seu mais famoso personagem, Celton.

Visto freqüentemente pelos sinais da cidade, com sua moto e sua grande placa amarela com os dizeres Leia Celton, Lacarmélio é uma lenda e uma personalidade hoje em Belo Horizonte. Homenageado pela 4a edição do Festival Internacional de Quadrinhos em 2005, ele já recebeu diversas condecorações de Belo horizonte. Ele também expôs seu trabalho na primeira edição da Mostra Mineira de Zines em 2005

Desde 1998, o autor, que já foi até assunto do Globo Repórter, já lançou 15 edições, que totalizam cerca mais de um milhão exemplares vendidos.´´.

Fonte: Wikipédia.

Muita vontade de conhecer esses quadrinhos, pena que só tem circulação por lá. Grande exemplo para os quadrinhistas nacionais.
 





segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Primeiro Livro-jogo Inteiramente Nacional

































Sempre ouço falar que a coleção Livros-jogos Aventuras Fantásticas, de Steven Jackson e Ian Livingstone foi relançada pela editora Jambô, mas nunca vi em livraria nenhuma, aliás, nunca mais vi em livraria alguma qualquer exemplar do segmento Livro-jogo/ RPG. Até aí beleza, pois os scans estão aí, disponibilizados em sites mantidos por fans da série em versões PDF, tem até mesmo versões próprias para PC desenvolvida por gente de iniciativa que você pode conferir clicando aqui. Esses trabalhos, sem fins lucrativos, tem como missão nos devolver momentos felizes e proporcionar novas descobertas, aproveitando as mídias modernas para termos as vantagens que não tinhamos antes. O que incomoda mesmo é saber que um livro foi lançado recentemente (2012) por um autor brasileiro pela mesma editora, nos moldes de Aventuras Fantásticas, e não ver nem sinal dele. trata-se de Viver ou Morrer (volta e meia confundido com Correr ou Morrer quando pergunto nas livrarias) do porto-alegrense Athos Beuren, que teve até um segundo volume lançado no ano seguinte, mas ainda é pouco conhecido, torço para que um dia a moda dos livrinhos de bolso interativos volte e muitos e muitos outros titulos sejam lançados. Pena que parece que as edições são mau distribuídas e o jeito é encomendar, mas antes de ter o livro em mãos achei uma boa dar uma pesquisada, mesmo sabendo que não me arrependerei em jogar. Athos Beuren mantém o velho e bom estilo capa e espada, até o sistema de jogo é igualzinho, Vida, destreza e Sorte em vez dos habituais índices de Energia, Habilidade e Sorte, lista de equipamento, folha de aventuras e tudo mais, tem até uma solução encontrada para o jogador desleixado que não tem dado poder jogar, números no rodapé das páginas para que o leitor/ jogador, ao abrir o livro em páginas aleatórias, determiná-los como referência de uma rodada de dados.Desnecessário, considerando que o não uso de dados equivale a jogar no teclado ao invés do controle, todo e qualquer tipo de player sabe o que estou falando. O diferencial fica mesmo por conta da quantidade de jogos/aventuras em um único livro, enquanto cada livro de Aventuras Fantásticas tem apenas uma, em Viver ou Morrer tem cinco diferentes. As 200 páginas de cada volume da série de Beuren nos deixa preocupados quanto a qualidade das aventuras e a emoção que possa ser trabalhada em tão poucas páginas e parágrafos de referência. Outra coisa que contraria é o fato do sistema ser praticamente o mesmo do início da era inaugurada por Dungeons e Dragons, o autor bem que podia arriscar algo diferente, por mais que o uso dos índices H, E e S tenha funcionado por muito tempo e que hoje tenha um gostinho especial de nostalgia. O lado positivo é que a molecada que será iniciada neste segmento receberá o que vier como uma grande novidade. Mas será que a mesma molecada que curte Warcraft vai achar o sistema tão interessante quanto aquela galerinha que descobria os livrinhos de bolso interativo no início dos anos 90?






























Saiba mais sobre o autor

Visite o site www.athosbeuren.com.br e fique por dentro de todos seus projetos.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Almanaque Heróis do Anime nº 01


Foi como voltar ao tempo ler o recém lançado Almanaque Heróis do Anime cuja primeira edição é  dedicada aos Cavaleiros do Zodíaco, mais necessariamente 20 anos atrás, quando revistas impulsionadas pelo sucesso  do anime, de início visando o público infanto-juvenil, guerreavam nas bancas sua predileção. Sérgio Peixoto, editor chefe de revistas como Japan Fury e Animax, é um dos redatores principais e seu conhecido nome acabou dando uma forcinha para a divulgação que o projeto precisava. Ao todo o impresso possui dez capítulos com temas interessantes que funcionam para todas as idades e todo tipo de leitor, e o mais incrível é  que, como boas obras não morrem, ainda há muito do que se falar e aprender com os personagens de Masami Kurumada, desde que, obviamente, aja interesse nisso. É só lembrar da mais nova aventura dos heróis no cinema, Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, para ter uma ideia do quanto os defensores de Atena ainda se mantém ativos. Porém, tendo em vista que com a maturidade podemos enxergar além da superfície e entender o quanto os personagens são ricos e bem construídos em sua moral e disciplina, além de nos fazer lembrar com carinho dos felizes momentos de boas épocas, hoje os Cavaleiros são personagens bem mais interessantes para quem o assistia na Rede Manchete do que para a molecada que conheceu primeiro a série Ômega, por exemplo, a leitura do almanaque funciona melhor como um excelente passatempo de saudosismo do que veículo de esclarecimento. Os capítulos foram planejados em obedecer uma sequência orgânica, embora as quatro cabeças dos diferentes autores tropeçassem em redundância. O último capitulo, considerado enfadonho, porém informativo, foi deixado por último, o leitor pode simplesmente parar nele sem prejuízo na leitura, a não ser de conhecimento histórico. Trata-se de um estudo informal das armaduras medievais que serviram de inspiração para as usadas no seriado, mas mesmo não fugindo do tema a explicação de Fernando Metti pode reduzir significativamente o prazer que o leitor menos hardcore teria atravessando páginas que se mantinham apenas no campo de animes e mangás.
Apesar de um guia completo, o achei um pouco curto, não que fosse preciso se estender mais que o necessário, mas para quem foi cria das revistas repletas de spoilers dos anos 90 esperava-se que ao menos as sagas consideradas obscuras para além do capítulo 114 fossem destrinchadas, já que houve uma pausa imensa que fez o público perder o interesse (e no meio tempo abandonar a infância) até anos mais tarde recobrá-lo novamente, ainda que por mera curiosidade. Ainda com relação às revistas dos anos 90 tivemos a impressão que, fosse naquele tempo, cada capítulo renderia uma edição interessante.
A única coisa que me incomodou é que parece que o almanaque foi redigido às pressas.Cada erro grosseiro de gramática, concordância, raciocínio e de atenção mesmo, isso sem contar uma informação errada que deixaram passar. E é essa revisão preguiçosa minha principal crítica ao trabalho. De qualquer maneira, recomendo a aquisição do livrinho, já esperando que tenha próximos números e torcendo para que caprichem mais no acabamento.
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